Transparentes. Feito meu amor. Pelas vitrines, nos arranjos arranjados pelos corações alheios. De sujo, ao molhado. Do seco ao limpo. Construi castelos de sorrisos quase sinceros. Errei no quase. E dos milhões de castelos, construídos a partir das expectativas proporcionadas pela ganância, não errei no quase. Errei nas expectativas conjuntas com a ganância. Com efeitos relevantes, com razões emocionais suficientes para largar todos os meus castelos construídos e pressuposto a vários quases, e outros erros. Eu sei. E de tanto errar, ou procurar aperfeiçoar, precisava parar de tentar. As razões me levaram aos céus. E fora me enviado uma mulher, ainda oculta, para que me fizesse descobri o quão transparente eu sou. Com o cabelo negro liso, com os olhos pretos, e uma boca vermelha. Corpo moldado e esculpido por anjos divinos. E todas as manhãs, veria essa grandiosidade dos céus. Mas nunca nos comunicamos além de breves comprimentos com os olhos aguçados de desejo. Me entreguei com o coração na mão. Mesmo ainda não sabendo qual seria a escolha da mulher. Arquiteto de castelos eu sempre fui. Mas foi ela, que me fez tornar arquiteto de mim mesmo. Se eu te amo ainda é cedo. Eu te amarei depois.

Nossa esse texto eu gostei muito!
ResponderExcluirMeio confuso no início, e apaixonada no final!