De mim, eu mesmo.
Algo que nunca se esclareceu. Enquanto você anda com os olhos baixos e sorrisos ocultos, eu fico aqui parado com a boca escancarada, cheia de dentes, entupida de palavras que não tive coragem de dizer. Você sempre vai e volta. Machuca e cura. Termina e começa. E me sinto farto. Mas sempre deixo passar. Sempre. Talvez eu goste tanto de você que deixo de gostar de mim. Talvez eu nunca serei corajoso o suficiente. Talvez você fora feita para mim. Ou não fomos feitos para ninguém. Mas eu te quero em todos os sentidos imagináveis, com todos seus sentidos inigualáveis. Um dia desses, quem sabe, criarei coragem para dizer tudo o que me enche o papo. E vai ser nesse dia que eu desisto de mim que gosta tanto do seus ocultos sorrisos, de seus olhos baixos e de sua alma incorrigível. Vai ser nesse dia que farei de mim, eu mesmo.
Nossa adorei o texto Victor!
ResponderExcluirPosso dizer que nele tem muito de mim.
Parabéns :*