Pouco



Observo enquanto percebo o luxo fixador que habita em seus olhos. Um corpo singelamente perfeito, em que poderia um dia quem sabe, se render a mim, e a todo resto de corpo que eu ainda sustento. E que no seu andar, é notável a sedução imposta por suas pernas. Passos sobre passos. Na bateria de vento que lhe toca, e levanta seus cabelos pretos devagar, enquanto o meu queixo cai, vagarosamente. Me vejo bobo, imóvel e abismado. E era em quem pensava que a seu personalidade se tornara insuportável. As aparências enganam. As pessoas enganam. Eu sempre engano. Diante de você, me sinto pouco. Me vejo pouco, me contorço pouco. Quando a vontade é fazer muito. Entregar muito. Nos vermos muito.

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