E de trejeitos ostento meu destino e escrevo em linhas tortas meu possível futuro ainda inalcançado. Me machuco ao ver tanta lentidão nesse fluxo que não levará ninguém a lugar nenhuma. Menosprezo os maiores. Me embebedo de tantas precauções tomadas e novamente vejo não levar a lugar nenhum. E de tanto prazer de me dividir e subtrair aos cantos, peguei desprevenido meu próprio corpo. Numa frenética dança diferente, onde os planos e alturas levaram-me a consagração da alma, onde os molejos e sacodes se desvariaram na minha pele. E na dança com o espelho, dançava eu comigo mesmo nessa overdose de amor. Nessa overdose de nada.

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