Mudaram minha cama de lugar, mas meus sonhos continuam os mesmos.
Minha cama não é mais a mesma. Nunca foi. Sempre mudam-a de lugar. E no final, sou obrigado a me deitar no que me oferecem. Sou obrigado a ver meu passado cuja raízes ainda não foram cortadas. Não foram cortadas, porque são elas que me erguem depois de algum insensato fato. É o passado que me repõe no meu devido lugar. Porque se não fosse ele, não teria para onde olhar. Se não fosse as grossas e profundas raízes, não saberia aonde estaria nesse momento. Talvez ali, ou aqui. Ou deitado em um banco, frio e constipante. Então, prefiro minha cama móvel. Devemos sim, olhar para trás para ver de que raízes saímos. E nos sustentar-mos hoje, com tudo aquilo que vivemos. Quem vive de passado é museu. Mas não é viver. É apenas, olhar para trás. Enxergar e ver tudo o que passou, de bom e de não bom. Devemos olhar, para nunca mais repetir aquilo que fizemos de não bom. Minha cama nunca é a mesma, mas meus sonhos são. Aonde irei dormir, eu não sei. Só sei no que irei pensar. Porque cabeça vazia, é oficina para o demônio.
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