Um drama cuspido. Singelo e fraterno são os olhos da doce boca do ser feminino. Linda, mulher de época, marcada pelos desejos, se insinuava para ninguém. Sonhos de mulher quase madura, insaciada pela destreza do marido. Alguma janela a se abrir? Várias. O ego forte da mulher, fez a se tornar assim. Acreditar que nasceu para trair. E quando se tem desse jeito, o reverte também existe. Ou seja, o ser masculino também nasceu para trair.
Homem traidor. Fajuto e carrasco. Cuspido e mal-amado. Acreditava que também nasceste para trair. Melhor amigo de um amigo, deixou-se cair e ser levado pelas tentações alheias. Homem de fé, conduzido pelo cabresto, malfeitor que vangloriava o adultério. O trio se consome e desenrola uma história possivelmente chocante, ao olhar dos seres normais. O acontecer dos fatos, o homem se torna palhaço. Costurado e malvado. Sua aparência mudou. O único ser vivo da cena é o carrasco. Cuja face se tornou impiedosa e macabra aos olhos nus. Reparos, cicatrizes e a identidade. O nariz. O clown. Um palhaço eterno que vendeu sua vida para a solidão. A mídia sensacionalista e salgada, fez dinheiro com uma pequena história que não iria afetar ninguém. Não iria. Isso pelos meus poucos conhecimentos, está conjugado no passado. Ou então, estou errado.

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