Dê-me seu dinheiro, que eu quero viver. É porque dele eu preciso. Dê-me seu relógio, que eu quero saber quanto tempo falta para eu lhe esquecer. Quanto vale um homem, para amar você. Minha profissão é suja e vulgar. Quero um pagamento, para me deitar. E junto com você, estrangular meu riso. Dê-me seu amor, dele não preciso.E nunca precisarei.Nossa relação, acaba-se assim. Como um caramelo,que chegasse ao fim. Na boca vermelha, de uma dama louca. Pague meu dinheiro,e vista sua roupa. Deixe a porta aberta quando for saindo. Você vai chorando,e eu fico sorrindo. Conte pr'as amigas, que tudo foi mal. Nada me preocupa. De um marginal. Eu preciso de você. Para com que eu cumpra com meu serviço e garanta meu pão. Eu preciso do seu dinheiro. Porque amor não me falta. E ódio, está sobrando. Esse sou eu. Um homem venenoso. Um homem que é alugado, e que também aluga corações, iludindo-os. Como tudo na vida tem um preço, quem paga esse preço, não sou eu.

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