Hoje eu acordei diferente. Acordei com um sentimento estranho e bom ao mesmo tempo. Hoje eu vou sair. Ver as flores nas praças. Sorrir sem medo de me entristecer. Chorar sem medo de me julgarem. Viver sem medo de partir. Alegrar sem medo de acharem que estou bêbado, ou coisa do gênero. Correr sem medo de cair. Falar sem medo de machucar. Ouvir sem medo de escutar. Aprender sem medo de errar. Errar sem medo de lhe zombar. Curtir sem medo de agir. Hoje, estou escutando mais a razão. Meu apelos é para ela. Escutei demais coisas que não devia ter escutado. Escutei por muito tempo meu coração. Mas infelizmente ele e mais alguns foram traiçoeiros. Hoje, quem eu vou escutar é a razão. A minha razão de ver as coisas do mundo. A minha. Mas é um único medo que me coage. O medo de meu coração apesar de ser traiçoeiro e traído, ficar sozinho. Parar de bater sem ter um sentido. Não retumbar pelos pequenos desejos cotidianos, ou uma paixão ou amor. Medo de partir com um coração esquecido. Enferrujado e parado. Medo de ir, com meu coração vazio. Ir com meu coração de gelo, que irá se derreter ao relendo onde sua água poderá ser confortada em paz.

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