Conto de um homem
Sol na cara monstruoso. Ego mas nunca vaidoso. Um dia comparado a mil anos, saiu lendo o evangelho. Vida e morte vale o mesmo tanto, evolução do novo para o velho. Puxava seus cabelos desdenhados, vendo a vida assim fora da cela. Não quis ficar ali parado aguardando a sentinela. A vida parecia reticente, sabia do futuro e do trabalho. Lembrou de sua mãe já falecida a verdade era seu principio falho. Pensando com rugas no rosto, olhava a massa de cimento, a sensação da massa fresca transmitia nas mãos o seu tormento. Trabalhava ganhava quase nada, fazendo frio ou calor. Sábios não ensinam mais, refletiu sua sombra magra. Com o pouco que raciocina ele orava ele orava, mas o Cristo de madeira não lhe dizia nada. E no espelho da construção, se viu como qualquer outro e sobre seus olhos a culpa, sobre suas mãos o sangue de quem um dia foi seu irmão.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário