Na cama com elas.
No sufoco das tormentas que andam me contradizendo. A saudade é a minha dor que me deita na cama e me afaga com suas perversas palavras. E no jogo de cintura e sedução, me deixo levar pelo momento, pelo resto de tesão que ainda havia escondido sobre meus olhos. E do mesmo veneno que tanto distribui para as alheias, me dopei. Mesmo compreendendo, eu ainda não sei como é. Mesmo compreendendo, meus olhos me viram ao avesso. Me vejo imóvel, com um molejo natural da língua. Com um molejo artificial do coração. Me vejo imóvel, deitado sobre meu lençol branco com todas aquelas cobertas com todas elas. Com elas que eu não sei quem são. O inverno está indo embora, mas o ar insiste em permanecer frio.
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