Calibre do perigo



Eu vivo sem saber até quando estou vivo. Só sei o calibre do perigo. Só sei de onde vem o tiro. Não sei de onde vem tanta frieza. Nunca quis ser assim. Não escolhi ser uma mistura de medo, excitação e adrenalina misturados em um copo com gelo. As promessas que foram esquecidas. E de todo aquele amor prometido naquele dia de guerra, eu rezava pelos dias de paz. O seu mundo escoltado de ganância gostosa e de puro gozo quente escorrido pelas suas pernas não me excitavam nem um pouco. Aquele amor que eu te dei. Aquele amor que você fingia me dar. Não adianta de nada agora você tentar perguntar porque eu apontava a arma para os seus olhos. Bastava você olhar para mim, e ver a que estado cheguei por sua causa. Agora, não adianta de nadaA sua vida aqui se encerra com uma nota curta nos jornais. Só sei o calibre do perigo. Sei de onde vem o tiro, simplesmente pelo fato dele ter saído de minhas mãos.

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