Nada



A propósito de me engajar nessa ríspida incidência amorosa. Dilema fatal. Desprezo moral. Nada se compara aos prazeres exercidos por nós mesmos nessa troca de afetos em que insisto em continuar trocando. E no decorrer do jogo, quase me entrego. Tesão desperdiçado. E nessa minha viagem sem sentido, me vejo no nada. Me vejo acima de nada, perto do nada, abraçado com o nada. Decepção. Não quase entrego-me mais. Não mais desperdiço meus orgulhos. Não quero mais. Não sei mais. Não quero sorrir. Não quero ver você. Prefiro morrer, e arder no inferno a ter que me deparar com sua cara. É triste mas é necessário. Não sei se estou mal, mas bem é que não estou. 

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