Uma fatalidade
O favor que meu corpo pedia a tanto tempo. Deplorável razão em que meu coração não acatava em pedir. Os rascunhos que deixei. O café quente. A flor sobre o livro. O sorriso sobre o rosto. O mesmo rascunho que você pediu, embolou e deixou por ali mesmo. O mesmo café que você pediu quente, esperou esfriar. A flor que você não pediu, um relance para que se surpreendesse diante minhas proezas amorosas não adiantaram. A flor secou. O mesmo sorriso sobre o rosto facilitando uma noite de prazer, ou um poço de sedução que almejava sua carne sobre a minha. Humilhação ponderante. Amor platônico. Uma fatalidade.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário