Antigo e sem foco.


E no encontro de nós, passos em paralelos, encontram-se as palavras. O vento descobre as janelas, levanta os panos que ali encarnam em cortina. Revelam-se os rostos que ali estavam escondidos, quando se voltam e nos revelamos nos olhos, nos gestos, no que dizemos, no que resta e no que se junta na fadiga dos passos, juntamente com todos aqueles retrocessos de amor que ali existia. No desarranjo do meu corpo, e no empinar do teus olhos. No ritmo dos meus poros, e do batuque do coração. Diante todo o amor aqui descrito, é imperceptível o quão de ódio meus dedos juntamente com o meu corpo se retorcem. É imperceptível o quão traído eu sou. E hoje sou o que sou. Sou puramente tóxico. Infelizmente não venho com cartilhas de aviso. Problema de quem se envolve e desfaz. O vidro se joga fora, mas o veneno ingerido, não. Se tenho veneno e sou tóxico, o problema não é meu. É problema de quem me usa.

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