Ao som do inferno



Nada ficou no lugar. Eu vou escrever em seu muro e violentar o seu rosto com aquele mesmo buquet de espinhos. Eu quero roubar no seu jogo, eu já arranhei os seus discos. Que é para você volta, que é pra ver se você vem, que é pra ver se você olha pra mim. Eu quero entregar suas mentiras. Eu vou invadir sua alma. Queria falar sua língua. Vou publicar seus segredos, vou mergulhar sua guia. Vou derramar nos seus planos o resto da minha alegria. Porque se você voltar, e me procurar ainda vou estar lá. Olhando com as migalhas de desejos, porque é aí que você vem e vai ser eu que não olharei pra você.  Eu vou enganar o diabo. E dançar ao som do inferno, vendo você sofrer o mesmo tanto que sofri.

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