Avareza espontânea
Vivo eu e essa quase luxúria. Decidi apagar os dias de ontem. Não sei ser era a melhor opção mas foi por ela que optei. E de tudo o que vivi, nada é comparado a essa avalanche de orgasmos múltiplos e oscilações amorosas que você e ele decidiram me colocar, omitindo os restos de verdades que ali existia. Ainda estou chocado com cada minúscula parte dessa história. Não estou mais apaixonado pelo o que éramos, e sim pelo o que deveríamos ser algum dia. Seus olhos já não brilham mais. Sua pele não mais me aquece. A noite acabou. Assim como o meu amor por você. Percebi hoje que depositei muito em você. Você não me completa. Não me faz bem. Não me faz nada. E eu, preso à você. Cansado desse ar, e de ficar abaixo dessa nuvem negra que escondo com o meu guarda-chuva. Cansado daqueles beijos sem gostos, das mesmas paixões, vergonhas, mal amor. Definitivamente, a rotina não mais me fascina. Você também não. Definitivamente, eu não aguento mais a falsidade estampada nos seus olhos. As más lembranças de nós, tomou o lugar da única boa lembrança que tivemos e que hoje não faço mais questão de lembrar. Definitivamente, carência não é pra mim. Assim como você não é para ninguém. Esse amor que trago no peito, que embrulho no nó da garganta, que me enrruga, dilacera e transcende, só me serve para que eu me lembre de sorrir, sabendo como dói ter que sufocar um amor tão oportuno e esquecido. Sendo assim, encerro aqui essa minha tortura e decido aposentar de você e de seus amargurados amores.
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