Unanimidade


As lamentações me seguiram para a exposição de mim. O tanto que corri e não obtive respostas. E se as obti, elas não foram ao meu favor. Eu te entendo só porque eu prometi, no expressar e empolgar do meu ser, prometi que iria entender. Mas não entendo. São tão óbvias as ocasiões quase fraternais que lhe exponho. Será que é difícil perceber ou se interagir com aquilo que nunca se provou? Será que é correto ou julgo um ser eloquente amar sozinho? Tantas perguntas oriundam e circulam em minha cabeça que fico um pouco coagido. Oblíquo são seus olhos que me viciaram penetrantemente para um vazio sem fim. Você, é uma alma linda, mas que ainda não amadureceu o suficiente para fazer escolhas sensatas. Como dizia um Freud, mulheres inteligentes, escolhas insensatas. Mulheres bonitas, escolhas piores ainda. Mas quem sou eu no meio do universo intergalácteo para julgar as escolhas de um outro alguém? Nada. Por isso me aposento de ti, e desligo meu coração para com você. Só assim poderei depois enxergar o quanto fui tolo em gostar tanto de você. Unanimidade é burrice.

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