Vim gastando meus sapatos, me livrando de alguns pesos, perdoando meus enganos, desfazendo minhas malas. Talvez assim chegar mais perto. Vim achei que eu acompanhava, e ficava confiante. Outra hora era o nada, a vida presa num barbante. E era eu quem dava o nó. Eu lembrava de nós dois, mas já cansava de esperar. E tão só eu me sentia e segui a procurar esse algo alguma coisa. Alguém que fosse me acompanhar. Se há alguém no ar, responda se eu chamar. Alguém gritou meu nome ou eu quis escutar. Vem eu sei que tá tão perto, e por que não responde. Se também tuas esperar te levaram pra bem longe. E longe esse lugar. Vem nunca é tarde ou distante para te contar os meus segredos. A vida solta num instante. Tenho coragem, tenho medo sim. Que se danem os nós.

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