Homem de várias faces



O meu sorriso fácil não deflagra a solidão na qual me encontro.Os clichês são os de sempre: alguns gestos, um olhar, um novo corte de cabelo e uma música cantarolada sem grandes pretensões, tipo de coisa que não faz muito sentido, mas que na presença de Deus e o universo e outros seres mitológicos como o amor, fazem toda a diferença. O problema maior é que minha máscara caiu. Meus efeitos e afazeres são rotina diante dos olhos dos seres normais. Minha máscara caiu. E não vai pensando que isso é ruim para mim não, porque não é. Só queria disfarçar, ou não chamar muita atenção. Quero me esconder das lentes. Fugir de tudo que me persegue e de todos. Fugir do amor, que não existe, mas que ainda me persegue. Estranho. Mas fazer o quê? Nada. Continuar fugindo, criando máscaras cujo não mostrará minha verdadeira face. Das várias que tenho. Mas encontrei uma mulher, rígida consigo mesma, e que afirmava que nunca se apaixonaria. Uma bela mulher na qual apresentaria um novo mundo. Um mundo inexistente, onde as várias faces predominam. Meu lado sedutor apareceu, e novamente minha máscara caiu. Então, criei uma nova. Uma face, que finalmente era perfeita para mim. A minha máscara, face das faces, era meu rosto. Sem emblemas e grandes efeitos. Uma face nova, bonita e bem atraente. E que nunca cairia. Mas tudo tem um preço. A linda mulher se apaixonou pelo homem mascarado. E novamente o homem de várias faces, se levanta do banco da praça e vai seguir. Seguir fazendo seus afazeres e efeitos para nunca mais sonhar.

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