Um Conto de Amor


Do meu veneno, só prova quem quer e quem cai na minha armadilha, se deixou levar pelas tentações da Terra. Se cisquei em terreiro de macumba ou em qualquer outro lugar, o problema é meu! Você, nem ninguém me conheci o bastante para julgar-me a aparência. Porque afinal, nem eu me conheço direito. E me esfregar a cara com palavras mirabolantes com pouco de falcatrua não é de bom feitio. Não estou no buraco que eu deveria estar, porque existe pessoas que me fazem merecer outro lugar diferente do seu. Disse ele à sua mulher. Ela com poucas ou nenhumas palavras, entendendo e não entendendo a situação, tira do pano da meia o que veio a óbito do marido. Afirmou no boletim de ocorrência que é melhor silenciar nos momentos de tensão e fazer o que sempre quis ter feito, desde o início. Desde o início.

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