Robôs cansados.

Cansei. De falsos sorrisos, de abraços para se aproveitarem de meu ser. Deitei em minha cama mas não consegui dormir. Meus olhos não se pregaram. Não sei o porque. Deve ser porque estava cansado. Cansado de deitar e ter que dormir. De sentar na carteira e ter de estudar. Cansado de fingir ser quem eu nunca vou ser. Fingir ser bonzinho com pessoas que não gosto, e até com as que gosto. Não sou assim, bom. Cansado de seguir regras, e comandos como se fosse monitorizado. Robô.Cansado de pessoas que não me querem bem e eu as trata-las bem, porque tem alguém impondo isso. Cansado de ser rodeado de pessoas e me sentir sozinho. Cansado de tudo. Talvez seja porque estamos todos cansados e não nos revelamos para o mundo por medo. Medo de alguém nos condenar. Cansado de fazer coisas que não queremos. Robôs. Robôs. Robôs. 
Robôs cansam. Eu sei que você não sabia, mas eles cansam. Cansam de fazerem movimentos que são obrigados. Marionetes. Serem comandados por um chefão que os obriga. Obriga. Mas se não fosse esse chefão, quem seria? Ninguém. Voltaria a minha lúcida solidão ao relento. Ao chão, que eu considero como amigo. E ele, o chão, é obrigado a ser meu amigo. Porque não tem como ele sair dali. E porque exite um chefão o obrigando a estar ali. Secando minhas lágrimas salgadas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário