Sonho dos sonhos



Hoje eu sonhei com você. Um sonho estranho, porque era estranho. Não se explica o estranho do estranho sonhado. Eu te ouvia e ao mesmo tempo sentia, eu lhe beijava e ao mesmo tempo mordia, era uma loucura. A única certeza que tive é que era bom. Me deixou alegre. Esse meu alegre quer dizer excitado. Me  deixou eufórico porque você sempre queria mais, coisa que você nunca quer. Você era mil vezes mais potência do que eu. Nem eu, que sou desse jeito, não aguentei. Quer dizer, aguentei, mais foi difícil, porque você insaciável, atraente e com muita vontade. Eu senti você, os seus poros e cabelos  cheiravam bem, senti você dentro de mim, e sua boca era tão suculenta como uma fruto maduro. Não era daquelas vontades que passam não, era um desejo que não tinha término. Na mesma hora que estava em cima, estava em baixo, você era linda e tão molhada. E eu,  parecia um morto de fome com um prato de buchada de bode derretendo aos seus olhos. Eu te queria, e você me possuía por inteiro, me querendo mais do que eu te queria. Eu me via bobo, imóvel, com o coração saindo aos olhos e com a boca salivando. Era um sonho estranho. Mas nunca vi uma coisa tão estranha, mas tão gostosa. Fazíamos uma coisa diferente, parecia mais uma dança de acasalamento, era braços de um lado, pernas de outro se encontrando de alguma forma. Era uma coisa inexplicável, uma experiência nova e de várias descobertas. O tanto que tinha de estranho, tinha de prazeroso. E o suor se escorria ao meu corpo como  uma gota de orvalho em uma planta. Era uma substância diferente, nunca encontrada e nem sequer descoberta. Devia ser a força sobrenatural de um sonho sufocando a mente da melhor forma possível.

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